Paciente com fratura e infecção graves na tíbia precisou tirar parte do osso e foi submetido à cirurgia com fixador externo Ilizarov, conhecido como “gaiola ortopédica”. (Foto: Camila Neto)

HEDA retoma cirurgia com gaiola ortopédica em paciente com fratura grave na perna

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Paciente com fratura e infecção graves na tíbia precisou tirar parte do osso e foi submetido à cirurgia com fixador externo Ilizarov, conhecido como “gaiola ortopédica”

O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, voltou a realizar cirurgias ortopédicas de alta complexidade com o uso de fixador externo circular, também conhecido como “gaiola ortopédica”. O procedimento foi realizado em um paciente com pseudoartrose da tíbia, que é o osso da perna responsável por sustentar a maior parte do peso corporal.

Há um ano, esse paciente sofreu uma fratura exposta grave de tíbia, sendo submetido a tratamento cirúrgico, com fixador externo, para controle de danos. Após a melhora dos tecidos moles, realizou nova cirurgia, dessa vez para a inserção de placa e parafusos.

Entretanto, evoluiu para retardo de consolidação e osteomielite, isto é, atraso na cicatrização e infecção óssea, respectivamente. Diante da gravidade, o fixador externo e parte do osso comprometido pela infecção foram removidos, o que resultou em uma lacuna óssea extensa.

Segundo o ortopedista Dr. Leonardo Telles, esse tipo de caso exige um tratamento longo e complexo. “O tratamento dessa infecção exige a retirada do osso comprometido, o que cria uma falha óssea significativa, que será tratada com um fixador externo circular do tipo Ilizarov, sistema que permite ao osso crescer e preencher a falha. Já o paciente pode permanecer com o dispositivo por até dois anos, dependendo da resposta ao tratamento”, explica.

A retomada desse tipo de cirurgia no HEDA marca um avanço importante desde que o Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), assumiu a gestão da unidade. Procedimentos dessa complexidade eram, até então, realizados apenas em hospitais da capital, Teresina, o que dificultava o acesso para pacientes da região litorânea do estado.

Técnica avançada

O fixador Ilizarov é composto por anéis circulares metálicos conectados por hastes e fios tensionados. A técnica envolve uma osteotomia, que é o corte controlado do osso, e, por meio de ajustes graduais no aparelho, o afastamento entre os segmentos ósseos, estimulando a formação de novo tecido, preenchendo a lacuna ao longo do tempo.

A técnica Ilizarov revolucionou a ortopedia moderna ao permitir a reconstrução de ossos danificados, a correção de deformidades e o alongamento ósseo com segurança. Em muitos casos, evita amputações e oferece uma chance real de reabilitação funcional a pacientes que antes tinham poucas alternativas. (Foto: Camila Neto)
A técnica Ilizarov revolucionou a ortopedia moderna ao permitir a reconstrução de ossos danificados, a correção de deformidades e o alongamento ósseo com segurança. Em muitos casos, evita amputações e oferece uma chance real de reabilitação funcional a pacientes que antes tinham poucas alternativas. (Foto: Camila Neto)

De acordo com o Dr. Juliano Rocha, coordenador do serviço de ortopedia do HEDA, essa cirurgia é indicada em situações muito específicas e exige acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar.

“Estamos falando de um procedimento altamente especializado, que demanda planejamento, controle rigoroso da infecção e cuidados intensivos durante toda a reabilitação. A expectativa é de que o paciente recupere a função do membro e evite a amputação, o que representa um ganho enorme em qualidade de vida”, afirma.

Dessa forma, a equipe médica segue monitorando de perto a evolução do paciente, com foco na cicatrização, no controle da infecção e na reabilitação funcional do membro afetado.

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